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Imagine que você está na fila para ser atendido em uma pequena agência bancária. De repente, um assaltante invade o estabelecimento, com capuz na cabeça e armado. A maioria das pessoas consegue fugir, mas você e dois funcionários não têm a mesma sorte e acabam servindo como reféns. A polícia chega logo, e as negociações começam.

No final das contas, tudo dura muito mais tempo do que o necessário e vocês acabam passando alguns dias sob o comando do criminoso. As primeiras horas são do mais completo pânico, você tem medo de falar, de olhar para o lado, de morrer, de tudo. Os outros reféns também estão apavorados, e o criminoso, por ter de lidar com a polícia e a grande comoção ao redor do prédio, também não é a mais calma das criaturas.

No segundo dia, no entanto, você pensa em acalmar o sequestrador e resolve conversar, atitude seguida também pelos outros dois reféns. Depois de algumas horas, estão todos mais calmos e conversando sem muito nervosismo e, de repente, você passa a sentir uma espécie de carinho por aquele homem, ainda que ele represente uma ameaça à sua própria vida.

Sim, isso acontece



Coisa de filme? Que nada! Trata-se de um típico caso da chamada síndrome de Estocolmo, que nada mais é do que esse sentimento de ternura que se tem por um agressor. O termo, aliás, teve origem com uma história parecida com essa que fizemos você imaginar.

Há 43 anos, em Estocolmo, na Suécia, um assalto a banco deu origem ao nome da síndrome. Na ocasião estavam um assaltante, Jan-Erik Olsson, um presidiário e quatro funcionários da agência bancária, que permaneceram juntos durante seis e, com o passar do tempo, acabaram desenvolvendo uma forte relação afetiva.

Tudo começou com Olsson entrando com uma metralhadora e explosivos na agência bancária que ficava na região central da cidade. Olsson disparou contra o teto e imediatamente fez três funcionários como reféns para tentar, em troca da liberdade deles, conseguir uma boa quantia em dinheiro com a polícia e, assim, fugir do país.

Negociações e afeto



Outra exigência: um de seus amigos, Clark Olofsson, que era um dos bandidos mais famosos da Suécia, e que Olsson tinha conhecido na prisão, deveria ser levado ao banco para fazer parte do esquema e conseguir fugir também. A polícia acabou aceitando o acordo e Olofsson foi levado ao banco. A essa altura, um funcionário que tinha conseguido se esconder foi descoberto e se juntou ao grupo de reféns.

Alguns agentes policiais conseguiram entrar em um departamento da agência, e, a partir daí, os reféns e os bandidos ficaram escondidos em um espaço bem menor. Para passar o tempo, eles começaram a conversar e a jogar baralho – a partir daí, todo mundo já era praticamente amigo de infância.
As negociações com a polícia eram feitas pelo telefone, por meio de dois reféns: Olof Palme e Kristin Enmark, ambos com 23 anos na época. Nas ligações deles com a polícia, ficou bastante claro: tanto Palme quanto Enmark estavam do lado dos sequestradores. Kristin chegou a dizer que confiava plenamente nos sequestradores e que viajaria com eles como refém sem o menor problema, se fosse o caso.

Todo mundo ficou bem



Depois de três dias de sequestro, os policiais entraram no banco por meio de um buraco e conseguiram se mostrar aos reféns que estavam lá, mas logo foram descobertos pelos sequestradores também, que ameaçaram os reféns e atiraram contra os policiais. Depois de seis dias, a polícia utilizou gás lacrimogêneo, o que fez com que os dois sequestradores se rendessem, sem que os reféns ficassem feridos.

A despedida entre sequestradores e reféns foi calorosa, com trocas de abraços apertados. Uma das funcionárias do banco, que ficou presa durante esses seis dias, disse que sabia que era estranho, mas que não gostaria que nada de ruim acontecesse aos sequestradores.

O responsável por batizar a síndrome foi Nils Berejot, criminologista que trabalhou com a polícia durante o famoso sequestro. Basicamente, ela é descrita como uma tentativa de a vítima se conectar com o criminoso, para tentar diminuir os riscos do crime. De forma inconsciente, é uma maneira de a vítima agradar o bandido para que, uma vez que ele tenha simpatia por ela, não a faça mal.

Quando soube da existência da síndrome, Olsson disse que não acreditava nela e que a amizade que desenvolveu com seus reféns era verdadeira, tanto que dois deles estiveram em seu casamento na prisão. Ele ficou dez anos na detido e, depois de ser libertado, nunca mais teve problemas com a Lei. Já Olofsson foi absolvido em segunda instância, mas se envolveu com problemas com a polícia diversas vezes em sua vida.

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About the game:


USA as a world power? In E-Sim it is possible!

In E-Sim we have a huge, living world, which is a mirror copy of the Earth. Well, maybe not completely mirrored, because the balance of power in this virtual world looks a bit different than in real life. In E-Sim, USA does not have to be a world superpower, It can be efficiently managed as a much smaller country that has entrepreneurial citizens that support it's foundation. Everything depends on the players themselves and how they decide to shape the political map of the game.

Work for the good of your country and see it rise to an empire.

Activities in this game are divided into several modules. First is the economy as a citizen in a country of your choice you must work to earn money, which you will get to spend for example, on food or purchase of weapons which are critical for your progress as a fighter. You will work in either private companies which are owned by players or government companies which are owned by the state. After progressing in the game you will finally get the opportunity to set up your own business and hire other players. If it prospers, we can even change it into a joint-stock company and enter the stock market and get even more money in this way.


In E-Sim, international wars are nothing out of the ordinary.

"E-Sim is one of the most unique browser games out there"

Become an influential politician.

The second module is a politics. Just like in real life politics in E-Sim are an extremely powerful tool that can be used for your own purposes. From time to time there are elections in the game in which you will not only vote, but also have the ability to run for the head of the party you're in. You can also apply for congress, where once elected you will be given the right to vote on laws proposed by your fellow congress members or your president and propose laws yourself. Voting on laws is important for your country as it can shape the lives of those around you. You can also try to become the head of a given party, and even take part in presidential elections and decide on the shape of the foreign policy of a given state (for example, who to declare war on). Career in politics is obviously not easy and in order to succeed in it, you have to have a good plan and compete for the votes of voters.


You can go bankrupt or become a rich man while playing the stock market.

The international war.

The last and probably the most important module is military. In E-Sim, countries are constantly fighting each other for control over territories which in return grant them access to more valuable raw materials. For this purpose, they form alliances, they fight international wars, but they also have to deal with, for example, uprisings in conquered countries or civil wars, which may explode on their territory. You can also take part in these clashes, although you are also given the opportunity to lead a life as a pacifist who focuses on other activities in the game (for example, running a successful newspaper or selling products).


At the auction you can sell or buy your dream inventory.

E-Sim is a unique browser game. It's creators ensured realistic representation of the mechanisms present in the real world and gave all power to the players who shape the image of the virtual Earth according to their own. So come and join them and help your country achieve its full potential.


Invest, produce and sell - be an entrepreneur in E-Sim.


Take part in numerous events for the E-Sim community.


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